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quarta-feira, 14 de setembro de 2011

MP denuncia 16 por desvio de R$ 300 mi da Assembleia de AL

O Ministério Público de Alagoas denunciou nesta terça-feira 16 deputados e ex-deputados pelo desvio de R$ 300 milhões da folha de pagamento da Assembleia Legislativa, durante cinco anos. As irregularidades foram descobertas em 2007, durante a Operação Taturana, da Polícia Federal. A ação do MP pediu a perda dos mandatos ou cargos públicos dos acusados.

Denunciados por improbidade administrativa, os políticos são acusados de tomar, de forma fraudulenta, empréstimos no Banco Rural, com a Casa de fiadora do acordo. O grupo ainda tinha a ajuda de "laranjas" para ocultar a fraude, realizada entre 2002 e 2007. A denúncia de hoje se refere a apenas um banco, mas há mais seis na lista, entre públicos e privados.

Na lista dos denunciados, há vários políticos acusados de outros crimes. O prefeito de Maceió, Cícero Almeida (PP), proporcionalmente o mais votado do Brasil nas eleições de 2008, ainda é acusado de envolvimento em fraudes na licitação do lixo, com prejuízo de R$ 200 milhões aos cofres públicos. Citado pela Polícia Federal como um dos chefes da organização criminosa, o vice-presidente da Assembleia Legislativa, deputado Antônio Albuquerque (PT do B), já foi indiciado por compra de votos e por assassinato.

Estão na denúncia, ainda, o deputado federal Arthur Lira (PP); e os deputados estaduais Cícero Ferro (PMN), acusado de envolvimento em três assassinatos; João Beltrão (PRTB), que também responde por três assassinatos; Nelito Gomes de Barros (PSDB), filho do ex-governador de Alagoas Manoel Gomes de Barros; e Isnaldo Bulhões Júnior (PSDB), filho do ex-presidente e conselheiro do Tribunal de Contas Isnaldo Bulhões.

Os demais denunciados são os ex-deputados Cícero Amélio (PMN), conselheiro do Tribunal de Contas, Celso Luiz (PMN), Paulão (PT), Maria José Viana (PSB), Dudu Albuquerque (PSB), Gilberto Gonçalves (PRTB), Alves Correia, Adalberto Cavalcante e Gervásio Raimundo

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