Na chegada a Londres, o eurodeputado irlandês Paul Murphy, que esteve detido cerca de uma semana numa prisão israelita, contou como ele e outros activistas da flotilha “Ondas da Liberdade” receberam maus tratos e foram roubados pelas autoridades do Estado de Israel.
À chegada a Londres depois da libertação, juntamente com mais seis activistas, Murphy revelou que foi alvo de um “tratamento brutal”, mas certamente nada que se possa comparar com o dos presos palestinianos nas cadeias israelitas.
O eurodeputado irlandês Paul Murphy, do grupo da Esquerda Unitária (GUE/NGL) eleito pelo Partido Socialista da Irlanda, esteve detido cerca de uma semana numa prisão israelita onde ele e outros activistas da flotilha “Ondas da Liberdade” receberam maus tratos e foram roubados pelas autoridades do Estado de Israel. A presidência do Parlamento Europeu ignorou este caso de violação do direito internacional e dos direitos humanos.
À chegada a Londres depois da libertação, juntamente com mais seis activistas, Murphy revelou que foi alvo de um “tratamento brutal”, mas certamente nada que se possa comparar com o dos presos palestinianos nas cadeias israelitas ou da generalidade da população palestiniana no seu dia a dia.
A flotilha “Ondas Liberdade”, constituída por duas pequenas embarcações, uma irlandesa e outra canadiana, que transportavam ajuda humanitária para a população bloqueada em Gaza, foi violentamente assaltada pela marinha israelita em águas internacionais e desviada para o porto de Ashdod, em Israel. Os passageiros, entre os quais Paul Murphy e um enviado do site norte-americano Democracy Now, foram presos e acusados de entrada ilegal em Israel. Num telefonema ainda na prisão Murphy revelou que a violência do assalto quase provocou o afundamento de um dos barcos.
Durante a semana que passaram na prisão os activistas sofreram maus tratos, privação do sono, considerada uma forma de tortura, e acabaram por ser roubados pelas autoridades militares. Murphy não recebeu o telemóvel e o computador portátil e os outros activistas ficaram sem os seus bens pessoais.
“O tratamento que recebemos na prisão às mãos dos militares israelitas foi duro e orientado para quebrar a nossa determinação”, disse Paul Murphy à chegada a Londres.
“Embora esta situação nos tenha permitido ter uma ideia de quão repressivo é o Estado de Israel, não foi nada comparado com o terrível e sistemático abuso infligido todos os dias ao povo palestiniano; nós estamos agora em casa mas o povo Palestiniano continua numa prisão a céu aberto, que é a situação de Gaza”, acrescentou.
Murphy sublinhou que “o bloqueio a Gaza tem que ser quebrado, as autoridades israelitas têm que perceber que o tratamento que nos deram não deterá próximas tentativas para fazer chegar apoio ao povo de Gaza e, finalmente, quebrar o bloqueio”.
O presidente do Parlamento Europeu, o direitista polaco Jerzy Buzek, ignorou a situação plena de ilegalidades a que foi submetido um membro da instituição. A acção israelita envolveu pirataria, sequestro, prisão ilegal e sem culpa formada por tempo que excedeu as próprias leis israelitas, tortura, acusações falsas e roubo. Tais matérias de facto violam numerosos princípios humanitários e do direito internacional que o Parlamento Europeu diz defender.
O assunto vai ser levantado na sessão plenária do Parlamento que começa segunda-feira, em Estrasburgo, aguardando-se que o debate possa esclarecer posições sobre este tipo de comportamentos de Israel, cada vez mais vulgares.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
”Sendo este um espaço democrático, os comentários aqui postados são de total responsabilidade dos seus emitentes, não representando necessariamente a opinião de seus editores. Nós, nos reservamos o direito de, dentro das limitações de tempo, resumir ou deletar os comentários que tiverem conteúdo contrário às normas éticas deste blog. Não será tolerado Insulto, difamação ou ataques pessoais. Os editores não se responsabilizam pelo conteúdo dos comentários dos leitores, mas adverte que, textos ofensivos à quem quer que seja, ou que contenham agressão, discriminação, palavrões, ou que de alguma forma incitem a violência, ou transgridam leis e normas vigentes no Brasil, serão excluídos.”