Pressionado pelos pré-candidatos e confrontado com inconsistências nos dados, o PSDB paulistano decidiu revisar sua lista de filiados, hoje com quase 22 mil nomes, e descobriu que os militantes ativos do partido não chegam à metade desse número.
O partido vai entregar uma nova lista aos quatro tucanos inscritos nas prévias - os secretários estaduais Andrea Matarazzo (Cultura), Bruno Covas (Meio Ambiente) e José Aníbal (Energia), além do deputado Ricardo Trípoli.
Até a última sexta-feira, a relação tinha cerca de 8.500 nomes. É a segunda vez que o PSDB revê seu número de filiados. A primeira contagem tinha cerca de 40 mil nomes.
Os primeiros a perceber as falhas foram os próprios pré-candidatos, que, ao tentar fazer contato para pedir votos para as prévias, viram que havia nomes de eleitores que já morreram e pessoas que não têm vínculo com a legenda.
"São pessoas que mudaram de São Paulo ou mesmo que mudaram de opinião e que não estão mais conectadas ao partido. Isso é natural e estamos tentando limpar essas incorreções", afirmou o presidente municipal da sigla, Julio Semeghini.
Para testar a atual lista, a reportagem telefonou para os 36 eleitores de Parelheiros (bairro de periferia na zona sul de São Paulo) que têm o número do telefone celular na lista dos tucanos.
Só dois estavam corretos e, desses, só um se disse simpatizante do PSDB. O outro, Rodrigo Gabriel Soares, diz que se filiou para ajudar um amigo, mas que não olha para partido quando vota. "Se eu pudesse sair [da lista], seria bom. Recebo muita propaganda dessas prévias e não estou interessado."
As falhas vão além. No último domingo, reportagem do jornal "O Estado de S. Paulo" identificou entre os filiados simpatizantes do PT e eleitores que acabaram no cadastro do PSDB depois de ter feito inscrição em programas sociais do governo estadual, comandado pelos tucanos.
A direção do partido e os quatro pré-candidatos calculam que de 4.000 a 6.000 saiam de casa para votar nas prévias, em 4 de março.
No Folha

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