Guerrilheiro Virtual

domingo, 15 de abril de 2012

GILBERTO DIMENSTEIN CONDENA "LINCHAMENTO DA VEJA E DE POLICARPO JR." - PROVANDO DO PRÓPRIO VENENO

 
Policarpo Jr.
"Por isso, é bom não confundir transparência com linchamento, quando se transformam suspeitas em provas definitivas.

Não descarto que, nessa relação, possa ter algo que feriu a ética ou a lei. Se houver, está aí a chance de uma CPI ou da Polícia Federal para investigar. Nada contra que nós da imprensa sejamos investigados, obrigados a mostrar a transparência que exigimos dos políticos".

Gilberto Dimenstein

Essa conduta, de transformar suspeitas em provas definitivas, é uma praxe da Revista Veja, principalmente quando das suas matérias contra integrantes do governo federal e do PT. Bom seria se assim não fosse, mas, infelizmente, virou prática de parte da nossa imprensa, execrar, linchar, humilhar, acusar, julgar e condenar, sem dar direito de defesa, sem apresentar provas e sem esperar pelo crivo da Justiça. Criaram um comportamento monstruoso de opção pelo escândalo, ao invés de buscar informar com isenção e equilíbrio. Das manchetes apelativas e até mentirosas, passando por matérias e fotos manipuladas e conseguidas de forma duvidosa quanto a sua legalidade e conduta ética a que todos estão submetidos, temos assistido a uma farra de factóides e denúncias não comprovadas. A banalização da acusação, o pré-julgamento e a vulgarização do espaço em jornais e revistas, rádios e TVs, descaradamente utilizados para atacar a "corrupção" e os "corruptos" de forma seletiva e em conluio com os interesses mais inconfessáveis, acabam por criar o clima de "anestesia" e indiferença, favorecem os que de fato são corruptos e estão na politica e vida pública para dela se servirem.

É equivocada também a argumentação do jornalista Dimenstein, quanto a atribuição ao PT de estar "provocando" um debate contra a VEJA que coloca em risco a liberdade de expressão. Parem com essa argumentação mentirosa, descabida. A liberdade de expressão está assegurada e não corre nenhum risco, e quanto ao jornalismo investigativo, ele continuará sendo um importante instrumento de se trazer ao conhecimento da sociedade os bastidores de crime e da ilegalidade. Mas não pode ser considerado correto, extrapolar a liberdade de expressão, sem querer arcar com as devidas consequências pela via judicial (jamais pela censura) e com o devido direito de resposta, quase sempre negado por quem calunia e ofende.  

Quanto a relação de Policarpo Jr e Carlos Cachoeira, a revelação de mais conversas e a devida apuração no âmbito da Justiça e da CPI vai nos dizer se e quanto ela ultrapassou os limites éticos e legais. Por ora, parece bastante estranho que a Revista e seu editor, tenham, durante tantos anos, como sua principal fonte (ou será cachoeira) um notório contraventor, sem jamais conseguir ao menos algum indício de suas relações criminosas com o Senador DEMóstenes e com integrantes do governo Marconi Perillo. A VEJA não viu e Policarpo também passou "voado" de tudo que não era "informação" contra o governo e o PT. 

Sou contra linchamentos e pré-julgamentos, mas, embora eu não acredite nessa possibilidade, quem sabe a revista e seu editor chefe, experimentando um pouco do próprio veneno, não tomem vergonha e passem a agir de forma mais profissional, menos partidarizada e tendenciosa. 


Leia qui a íntegra da matéria de Dimenstein



15/04/2012 - 09h45
'Veja' e o linchamento de um jornalista

Há um debate provocado no PT contra a revista "Veja" que coloca em ameaça não apenas a liberdade de expressão, mas a capacidade de investigação contra mazelas cometidas pelos governos. Mas não quero discutir aqui nem a "Veja" nem o PT. Nem o jornalista acusado de ter relações que ultrapassariam os limites profissionais.

Estão apontando como um fato grave e um indício de conivência criminosa o registro de ligações telefônicas entre o delinquente Carlinhos Cachoeira e um jornalista da revista "Veja", autor de vários furos que incomodaram o governo. Há um tom de linchamento nessa acusação.

Se todos os jornalistas investigativos fossem proibidos de conversar com fontes de biografia suspeita para obter informações valiosas provavelmente não haveria descobertas de falcatruas. Afinal, muitas vezes --quase sempre-- somos obrigados a descer na lama para obter segredos.

Vivi em Brasília por 13 anos, onde ganhei todos os prêmios possíveis de jornalismo. Posso garantir que existe uma regra de ouro: naquele ambiente putrefato, quanto pior o indivíduo, melhor a fonte. Muitas vezes, desse lodaçal saem reportagens que jogam luz na bandalheira. Lamento, mas o jogo é esse em todos os lugares do planeta.

É sabido que a polícia tem fontes no submundo, obrigada a se infiltrar. Isso não a faz necessariamente conivente com o crime.

Por isso, é bom não confundir transparência com linchamento, quando se transformam suspeitas em provas definitivas.

Não descarto que, nessa relação, possa ter algo que feriu a ética ou a lei. Se houver, está aí a chance de uma CPI ou da Polícia Federal para investigar. Nada contra que nós da imprensa sejamos investigados, obrigados a mostrar a transparência que exigimos dos políticos.

<<<>>>

E se o prezado leitor quiser conhecer a íntegra de uma das conversas que abordam as relações de Policarpo Jr. com Cachoeira e sua quadrilha, clique o link abaixo. A intimidade entre o contraventor e o redator "exala", os termos "troca" e "gostar", além da preocupação de Cachoeira em não permitir que Policarpo Jr. controlasse os seus arapongas e obtivessem dele "informação" por fora do "grupo" ou quadrilha estão evidentes. O link é de uma matéria do Jornalista Ricardo Setti da Veja, que tenta 'defender' a atuação de Policarpo Jr. mas, uma análise cuidadosa da conversa, só complica a vida do referido jornalista.

 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

”Sendo este um espaço democrático, os comentários aqui postados são de total responsabilidade dos seus emitentes, não representando necessariamente a opinião de seus editores. Nós, nos reservamos o direito de, dentro das limitações de tempo, resumir ou deletar os comentários que tiverem conteúdo contrário às normas éticas deste blog. Não será tolerado Insulto, difamação ou ataques pessoais. Os editores não se responsabilizam pelo conteúdo dos comentários dos leitores, mas adverte que, textos ofensivos à quem quer que seja, ou que contenham agressão, discriminação, palavrões, ou que de alguma forma incitem a violência, ou transgridam leis e normas vigentes no Brasil, serão excluídos.”