Veja aqui o que o Partido da Imprensa Golpista (PIG) não mostra!
Jornalista Messias Pontes(PCdoB/CE)
Historicamente, a velha mídia conservadora, venal e golpista é useira e vezeira em inverter os valores das questões essenciais à sociedade, notadamente nas últimas décadas. E essa inversão é sempre a favor do que há de mais retrógrado no País e no mundo.
Foi assim durante a campanha do Petróleo é Nosso, quando divulgava à exaustão que não havia petróleo no País; foi assim ao se posicionar contra o monopólio estatal do petróleo e à criação da Petrobras; foi assim na campanha para derrubar o presidente Getúlio Vargas nos anos 1950 – Getúlio se matou no dia 14 de agosto de 1954 para evitar o golpe de Estado -; foi assim para impedir a posse de João Goulart após a renúncia do Presidente Jânio Quadros em 1961; foi assim na preparação do golpe militar de 1º de abril de 1964; foi assim durante todo o período da ditadura; foi assim durante a Assembleia Nacional Constituinte, sempre a favor do Centrão e contra os trabalhadores e a soberania nacional.
Essa mesma mídia, tendo como centro o GAFE (Globo, Abril, Folha e Estadão), fez uma campanha terrorista contra a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva em 1989, 1994, 1998 e 2002. Era passada para a sociedade que a vitória de Lula representaria um tremendo retrocesso e levaria o País para o caos. Na campanha de Dilma Rousseff, esta era apresentada como terrorista, incompetente, favorável ao aborto e outras baboseiras mais. A Folha de São Paulo chegou a publicar uma ficha falsa de Dilma no DOPS.
Durante o desgoverno do Coisa Ruim (FHC), quando houve o criminoso desmonte do Estado, a privataria era apresentada como um avanço para o País e hoje está provado que foi uma verdadeira tragédia nacional, sem falar na institucionalização da corrupção que beneficiou sobretudo os bandidos de colarinho branco como o banqueiro Daniel Dantas, o Orelhudo.
A operação Satiagraha, da Polícia Federal, comandada pelo delegado Protógenes Queiroz (hoje deputado federal pelo PCdoB-SP), que levou para a prisão o deputado Paulo Maluf e seu filho Paulo; o ex-prefeito de São Paulo, Celso Pitta, o mega especulador Najis Najas e o banqueiro Daniel Dantas, este preso duas vezes e solto pelo ministro do STF Gilmar Mendes (também chamado de Gilmar Dantas) com a celeridade nunca antes vista no Judiciário brasileiro. Todos foram soltos e exaltados pela mídia, enquanto o delegado Protógenes e o juiz Fausto de Sanctis, que decretou a s duas prisões, é que foram perseguidos. Protógenes foi afastado do comando da Satiagraha e respondeu a dezenas de processos, tendo inclusive seu apartamento invadido por agentes federais. O delegado Paulo Lacerda, que colaborou com a Satiagraha, foi demitido da Abin e “exilado” para Portugal.
Agora, com o desmascaramento do senador Demóstenes Torres (ex-DEMO-GO), do bicheiro Carlinhos Cachoeira, do governador tucano de Goiás, Marconi Perillo, dentre outros, essa velha mídia, numa vergonhosa inversão de valores, tenta blindar toda a quadrilha criminosa e desviar todas as atenções para o governador do Distrito Federal, o petista Agnelo Queiroz, o deputado do PT de Goiás, Rubens Otoni e, principalmente para a construtora Delta.
A velha mídia conservadora, venal e golpista sepultou as Operações Satiagraha e Castelo de Areia, omitiu completamente o livro A Privataria Tucana, do jornalista Amaury Ribeiro Júnior, e agora quer sepultar a Operação Monte Carlo, também da Polícia Federal, que apurou o envolvimento de agentes públicos e privados com o contraventor Carlinhos Cachoeira.
Para a instalação de uma comissão parlamentar de inquérito mista é necessário o mínimo de 27 assinaturas no Senado e 171 na Câmara dos Deputados. Ontem já havia sido coletado um total de 55 assinaturas no Senado e 324 na Câmara. A senadora Rose de Freitas (PMDB), que está no exercício da presidência do Senado, declarou que assim que receber o requerimento com as assinaturas necessárias, instala imediatamente a CPMI.
Se a CPMI funcionar como deve, sem interferência, indo fundo na investigação, é muito provável que desnude a relação incestuosa entre a mídia e o crime organizado, em especial a revista Veja, cujo editor-chefe da sucursal de Brasília, jornalista Policarpo Júnior, tinha em Cachoeira sua principal fonte. Pode também chegar ao Poder Judiciário e ao Ministério Público. E se tiver de chegar ao Executivo Federal, que chegue.Este é um dos momentos históricos mais ricos da história recente da República brasileira, pois pode e deve passar o País a limpo, doa a quem doer.

Nenhum comentário:
Postar um comentário
”Sendo este um espaço democrático, os comentários aqui postados são de total responsabilidade dos seus emitentes, não representando necessariamente a opinião de seus editores. Nós, nos reservamos o direito de, dentro das limitações de tempo, resumir ou deletar os comentários que tiverem conteúdo contrário às normas éticas deste blog. Não será tolerado Insulto, difamação ou ataques pessoais. Os editores não se responsabilizam pelo conteúdo dos comentários dos leitores, mas adverte que, textos ofensivos à quem quer que seja, ou que contenham agressão, discriminação, palavrões, ou que de alguma forma incitem a violência, ou transgridam leis e normas vigentes no Brasil, serão excluídos.”