Deu no Estadão:
De fato, o pedágio urbano, hoje, só interessa à Privataria Tucana das concessionárias e aos mais ricos. A classe média de renda mais baixa seria sacrificada com mais tarifas, ou teria como alternativa superlotar ainda mais o transporte público. Os mais ricos podem até achar bom, pois preferem ter as ruas livres só para si, mesmo que tenham que pagar um pedágio de R$ 4,00 para tirar o carro dos outros da frente.
O pré-candidato Netinho de Paulo (PCdoB), se disse favorável, e Gabriel Chalita (PMDB), contra.
José Serra (PSDB) mantém o tenebroso silêncio de quem é pedagista convicto, desde quando era governador e fez o maior programa de multiplicação de praças de pedágios do mundo, inclusive nas vias que ligam áreas urbanas da região metropolitana, já implementando na prática o pedágio urbano. (Aposto que daqui a pouco, sob pressão e recomendação dos marqueteiros, Serra vai dizer que não implantará, com a mesma "convicção" que assinou a carta de 2004 prometendo não renunciar da prefeitura, e não cumpriu a promessa, abandonando o cargo 15 meses depois de eleito).
Imaginando a remota hipótese da vitória de Serra, o quadro que se desenha é este:
1) Serra passaria só os primeiros 15 meses na prefeitura, tempo para a Câmara de Vereadores tramitar o projeto de implementar o pedágio urbano, poupando Serra do desgaste;
2) Quando Serra saísse da prefeitura, 15 meses depois, para se candidatar a presidente, o vice que assumiria, sancionaria a lei, e licitaria as concessões onerosas em nova Privataria Tucana;
3) As concessionárias em festa, ao arrancar R$ 4,00 por dia do bolso de cada motorista paulistano, financiariam indiretamente a campanha presidencial do tucano.
Só não aposto com o amigo leitor que isso irá acontecer, porque minha aposta é de os paulistanos não elegerão Serra.
O prefeito Gilberto Kassab (PSD) afirmou ... que não adotará o pedágio urbano até o fim da sua gestão. Na quarta-feira, 25, a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Municipal aprovou um projeto do vereador Carlos Apolinário (DEM), que prevê a cobrança...O pré-candidato Fernando Haddad (PT), já assumiu compromisso de não implantar, caso eleito. Para ele, não há como cogitar o pedágio, sem melhorar o transporte público, que já anda superlotado. É preciso fazer os corredores de ônibus paralisados por Serra e Kassab desde de 2005, e é preciso ampliar o metrô.
...
Para que vire lei, a proposta precisaria ainda ser aprovada nas Comissões de Transportes e Finanças e de Orçamento. Depois disso, o projeto ainda teria de ser votado na Câmara e sancionado pelo prefeito. Kassab afirmou que a questão deve ficar para a campanha eleitoral. "A pergunta (se haverá pedágio) deve ser direcionada aos candidatos."
De fato, o pedágio urbano, hoje, só interessa à Privataria Tucana das concessionárias e aos mais ricos. A classe média de renda mais baixa seria sacrificada com mais tarifas, ou teria como alternativa superlotar ainda mais o transporte público. Os mais ricos podem até achar bom, pois preferem ter as ruas livres só para si, mesmo que tenham que pagar um pedágio de R$ 4,00 para tirar o carro dos outros da frente.
O pré-candidato Netinho de Paulo (PCdoB), se disse favorável, e Gabriel Chalita (PMDB), contra.
José Serra (PSDB) mantém o tenebroso silêncio de quem é pedagista convicto, desde quando era governador e fez o maior programa de multiplicação de praças de pedágios do mundo, inclusive nas vias que ligam áreas urbanas da região metropolitana, já implementando na prática o pedágio urbano. (Aposto que daqui a pouco, sob pressão e recomendação dos marqueteiros, Serra vai dizer que não implantará, com a mesma "convicção" que assinou a carta de 2004 prometendo não renunciar da prefeitura, e não cumpriu a promessa, abandonando o cargo 15 meses depois de eleito).
Imaginando a remota hipótese da vitória de Serra, o quadro que se desenha é este:
1) Serra passaria só os primeiros 15 meses na prefeitura, tempo para a Câmara de Vereadores tramitar o projeto de implementar o pedágio urbano, poupando Serra do desgaste;
2) Quando Serra saísse da prefeitura, 15 meses depois, para se candidatar a presidente, o vice que assumiria, sancionaria a lei, e licitaria as concessões onerosas em nova Privataria Tucana;
3) As concessionárias em festa, ao arrancar R$ 4,00 por dia do bolso de cada motorista paulistano, financiariam indiretamente a campanha presidencial do tucano.
Só não aposto com o amigo leitor que isso irá acontecer, porque minha aposta é de os paulistanos não elegerão Serra.
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