A mídia estrangeira continua presa a estereótipos, para conseguir entender a barafunda política brasileira. Faço contraponto à velha mídia, considero José Serra a maior ameaça à normalidade política brasileira, mas estou longe de ser militante ou defensor de partidos políticos. De qualquer modo, agradeço a indicação. Não há classificação entre os dez selecionados.
Enquanto isso, no O Globo...
Quais são os twitters com maior influência política no Brasil
Noblat lidera ranking elaborado por consultoria global, que citou também Míriam Leitão
O colunista do GLOBO Ricardo Noblat mantém o perfil no Twitter com maior influência na política do Brasil, desbancando até a presidente Dilma Rousseff, segundo levantamento da consultoria internacional de relações-públicas Burson-Marsteller divulgado nesta segunda-feira. Míriam Leitão, também jornalista do GLOBO, ficou na sétima posição do Top 10.
Noblat e Míriam figuram na lista ao lado da presidente Dilma Rousseff (2ª posição), do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (3ª), de José Serra (4ª), do senador Cristovam Buarque (PDT-DF) (9ª) e de Soninha Francine (10ª), ex-vereadora de São Paulo.
O ranking mostrou que, na rede social, jornalistas e formadores de opinião têm tanta influência em temas de política quanto os próprios políticos: estes ocupam apenas metade do Top 10.
Os outros lugares ficaram com o teólogo Leonardo Boff (5ª) e com os jornalistas Luis Nassif (6ª) e Lauro Jardim (8ª), que assina uma coluna na revista “Veja”.
“Os políticos devem entender que atividade, interatividade, informações relevantes e o diálogo com o público online são mais importantes que o número de seguidores e fãs. Isso ocorre basicamente pela falta de profissionais especializados em mídias digitais em suas equipes de comunicação”, observou, em comunicado, o diretor de Assuntos Públicos da Burson-Marsteller Brasil, André Miranda.
Os dados utilizados para o estudo foram coletados em março deste ano com base em três meses de atividade na rede social. No período, os influenciadores brasileiros receberam, em média, 51.510 retweets (quando a mensagem é replicada por outros internautas) e 13.240 menções.
A lista integra o estudo “Influenciadores do G20”, em que a Burson-Marsteller apurou quem são os twitteiros mais influentes em assuntos políticos em cada um dos países que integram o grupo das 20 maiores economias do mundo (sendo uma delas a União Europeia como um todo). Como o Twitter é proibido na China, a pesquisa utilizou na análise dados obtidos em sites similares.
No Top 10 americano estão o presidente Barack Obama, o âncora da rede de TV CNN Anderson Cooper, o filantropo e fundador da Microsoft, Bill Gates, o magnata da mídia e prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, e o provável candidato republicano no próximo pleito presidencial, Mitt Romney.
Na França, a lista também é dominada por jornalistas, como o repórter do “Le Monde” Arnaud Leparmentier, e alguns políticos, como Nathalie Kosciusko-Morizet, porta-voz do governo Sarkozy e ex-ministra. Na argentina, membros do governo são os mais influentes: o ranking inclui a presidente Cristina Kirchner e o governador da província de Buenos Aires, Daniel Scioli.
A metodologia utilizada foi baseada na plataforma Klout, que dimensiona a influência dos internautas através das redes sociais. A Klout avalia quesitos como a quantidade de compartilhamentos de um conteúdo postado pelo perfil analisado e como as outras pessoas reagem a ele.
A Burson-Marsteller é uma das maiores empresas de relações-públicas do mundo e está presente em 108 países, segundo informação da própria companhia.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
”Sendo este um espaço democrático, os comentários aqui postados são de total responsabilidade dos seus emitentes, não representando necessariamente a opinião de seus editores. Nós, nos reservamos o direito de, dentro das limitações de tempo, resumir ou deletar os comentários que tiverem conteúdo contrário às normas éticas deste blog. Não será tolerado Insulto, difamação ou ataques pessoais. Os editores não se responsabilizam pelo conteúdo dos comentários dos leitores, mas adverte que, textos ofensivos à quem quer que seja, ou que contenham agressão, discriminação, palavrões, ou que de alguma forma incitem a violência, ou transgridam leis e normas vigentes no Brasil, serão excluídos.”