Silvio Meira, Terra Magazine / dia a dia, bit a bit
“Com mais uma CPI em andamento, consolida-se a impressão de que o congresso nacional está fechado há tempos. envolto em uma malha de negociatas, denúncias e suspeitas, a casa maior da democracia põe em risco os princípios fundamentais da democracia representativa. afinal, se são estes nossos representantes [com as usuais e sempre raras exceções], pra que representação? aí, como se sabe desde a primeira ditadura, é que mora o perigo. mas vamos imaginar o melhor caso, que é o de um rearranjo para melhor na democracia como um todo. e lembrar que este ano, de novo, há eleições para prefeitos e vereadores de mais de 5.500 cidades.
Na última eleição, quase que as redes sociais deram o ar de sua graça e ajudaram a definir o resultado. uma das campanhas presidenciais tinha uma grande simpatia online mas não conseguiu traduzir isso [daquela vez, pela última vez?] em votos e numa mudança radial do processo. de 2010 pra cá, mudou muita coisa nas redes, no brasil. pra começar, smartphones estão começando a se tornar lugar comum, ao invés de raridade. já somam entre 30 e 40 milhões. na eleição de 2014, poderão ser 75 milhões. cada dois eleitores, em média, um smartphone. conectado, móvel e em rede social, obra dos planos “use-o-quanto-quiser-[se-houver]” a R$0,50 por dia. e o brasil só perde para a china quando se compara o compartilhamento de conteúdo online. nos manifestamos três vezes mais, em média, do que americanos e ingleses. se esta eleição “pegar”, online, será bem diferente de 2010. mesmo?”
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