Guerrilheiro Virtual

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Esquema Veja-Cachoeira tentou interferir nas eleições?

Espera-se que o eleitor de um país com instituições sólidas tenha o máximo de informações corretas sobre cada um dos candidatos, para que possa efetuar sua escolha de forma democrática e livre.
 
Somente em países com instituições frágeis, é possível imaginar que o eleitor seja ludibriado por informações falsas e conseguidas por métodos criminosos.
 
Um dos frutos da relação entre a revista Veja e o crime organizado liderado por Carlinhos Cachoeira pode ter sido um grampo contra o advogado Pedro Abramovay, quando ele ocupava a Secretaria de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça.
 
Segundo a história contada pela revista Veja, Dilma, quando chefe do Gabinete Civil, teria pedido a Abramovay uma série de dossiês contra a oposição.
 
Como na história do "grampo sem áudio", a revista se recusou a mostrar a gravação, que, como sugere Cachoeira ("todos os furos dele, Policarpo, fui eu quem dei", segundo registros da Polícia Federal), pode ter sido feita pelo grupo de arapongagem que servia aos interesses do bicheiro e da revista.
 
Também não é possível saber se, se houve o grampo, o conteúdo é aquele divulgado pela Veja.
 
O mais grave é que a matéria veio a público dias antes das eleições presidenciais, numa tentativa desesperada de deter a vitória de Dilma Rousseff (PT) sobre o candidato da revista José Serra (PSDB).
 
No caso de o grampo ter sido feito pela organização criminosa liderada por Carlinhos Cachoeira, estará configurado um atentado grave à Democracia.
 
Quando o conteúdo (possivelmente, alterado) do grampo veio á tona, Abramovay ocupava o cargo de secretário nacional de Justiça. 
 
Esse caso, repercutido na imprensa, e que ganhou "suíte" no site do G1, como vemos mais abaixo. deve ser investigado.
 
À época a revista sugeriu que a responsabilidade pelo grampo seria de Tuma Jr, recém saído da Secretaria Nacional de Justiça, visto que as gravações, segundo a reportagem, foram realizadas em seu gabinete.
 
Tuma não confirmou qualquer prática de grampo.
 
Esta gravação foi autorizada judicialmente? Se não, foi uma prática ilegal. Se ilegal, é crime. Se é crime, o foi contra a democracia, porque visava influenciar a decisão do eleitor.

Abramovay nega que tenha recebido pedido para montagem de dossiês


‘Não participei de supostos grupos de inteligência’, diz Secretário de Justiça.


Segundo revista 'Veja', Dilma Rousseff teria pedido dossiê a Abramovay.
 
Iara Lemos
Do G1, em Brasília

Secretário Nacional de Justiça, Pedro Abramovay,
negou que atuado na montagem de dossiês.
(Foto: Gilberto Amaral/ASN)
O secretário nacional de Justiça, Pedro Abramovay, divulgou nota na tarde deste sábado (23) em que nega que tenha atuado na montagem de dossiês contra opositores do PT. Reportagem da revista "Veja" desta semana acusa a candidata petista à Presidência da República, Dilma Rousseff, de ter pedido a Abramovay a elaboração dos dossiês. A candidata negou as acusações.
 
"Nego peremptoriamente ter recebido, de qualquer autoridade da República, em qualquer circunstância, pedido para confeccionar, elaborar ou auxiliar na confecção de supostos dossiês partidários. Não participei de supostos grupos de inteligência em nenhuma campanha eleitoral. Nunca, em minha vida, tive que me esconder", afirmou o secretário.
 
De acordo com a revista, Pedro Abramovay teria reclamado de supostos pedidos para a produção de dossiês feitos pelo chefe de gabinete da Presidência, Gilberto Carvalho, e por Dilma, quando ela ainda era ministra-chefe da Casa Civil. Segundo a reportagem, em uma conversa gravada com o ex-secretário nacional de Justiça Romeu Tuma Jr., Abramovay teria dito a seguinte frase: "Não aguento mais receber pedidos da Dilma e do Gilberto Carvalho pra fazer dossiês (...) eu quase fui preso como um dos aloprados". A revista não informou quem fez as gravações, mas afirma que os registros foram "gravados legalmente e periciados". Abramovay lamentou o fato de a revista não fornecer as gravações.
 
"Infelizmente a revista se recusou a fornecer o conteúdo da suposta conversa ou mesmo a íntegra de sua transcrição", disse o secreário nacional de Justiça.
 
Por meio da assessoria de imprensa do Palácio do Planalto, Gilberto Carvalho afirmou que "jamais pediu qualquer coisa ao senhor Pedro Abramovay". Sobre o caso dos aloprados, a reportagem da revista explica que Abramovay trabalhava na liderança do PT no Senado, em 2006, com o senador Aloizio Mercadante. Neste período, pessoas ligadas a Mercadante teriam feito um dossiê para prejudicar o PSDB nas eleições. O G1 procurou Tuma Jr., e aguarda retorno.
 
No período em que as gravações foram feitas Abramovay ocupava a Secretaria de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça. Pedro Abramovay assumiu a Secretaria Nacional de Justiça em 7 de julho, após a exoneração de Tuma Jr., que deixou o cargo por suspeita de envolvimento com a máfia chinesa em São Paulo.
 
"Dediquei os últimos oito de meus 30 anos a contribuir para a construção de um Brasil mais livre, justo e solidário, e tenho muito orgulho de tudo o que faço e de tudo o que fiz. Trabalhei no Ministério da Justiça como Assessor Especial, Secretário de Assuntos Legislativos e Secretário Nacional de Justiça, conseguindo de meus pares respeito decorrente de meu trabalho", disse o secretário nacional.
Leia a íntegra da nota
Nota – Pedro Abramovay
"Nego peremptoriamente ter recebido, de qualquer autoridade da República, em qualquer circunstância, pedido para confeccionar, elaborar ou auxiliar na confecção de supostos dossiês partidários. Não participei de supostos grupos de inteligência em nenhuma campanha eleitoral. Nunca, em minha vida, tive que me esconder.
A revista Veja, na edição número 2188 de 2010, afirma ter obtido o áudio de uma gravação clandestina entre mim e um ex-colega de trabalho. Infelizmente a revista se recusou a fornecer o conteúdo da suposta conversa ou mesmo a íntegra de sua transcrição.
Dediquei os últimos oito de meus 30 anos a contribuir para a construção de um Brasil mais livre, justo e solidário, e tenho muito orgulho de tudo o que faço e de tudo o que fiz. Trabalhei no Ministério da Justiça como Assessor Especial, Secretário de Assuntos Legislativos e Secretário Nacional de Justiça, conseguindo de meus pares respeito decorrente de meu trabalho.
Apesar de ver meu nome exposto desta forma, não foi abalada minha fé na capacidade de transformação de nosso país e tampouco na crença da importância fundamental de uma imprensa livre para o fortalecimento de nossa democracia.
Pedro Vieira Abramovay
Secretário Nacional de Justiça
Weden
No Advivo

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