Fique por dentro - Os processos envolvendo ex-deputados envolvidos na "máfia das ambulâncias" se arrastam na justiça. Até o momento apenas cinco foram condenados.
Há seis anos a Polícia Federal revelou o esquema envolvendo deputados que ficou conhecido como "máfia das ambulâncias" ou "sanguessugas".
As investigações mostraram que os parlamentares envolvidos recebiam pagamento de propina em troca de 10% do valor das emendas. A fraude ocorreu na compra de mais de 1.000 ambulâncias, negociadas pela empresa Planam, sediada em Cuiabá, para prefeituras de seis estados e ao longo de cinco anos causou prejuízos de 110 milhões de reais.
O escândalo dos sanguessugas se desdobrou em CPI, que se arrastou ao longo de um ano eleitoral e lançou suspeita sobre nada menos que 87 deputados e 3 senadores de 10 partidos - cerca de 15% dos parlamentares em exercício.
Na Justiça, o caso tem ainda hoje mais de 500 réus, incluindo parlamentares, prefeitos, servidores e empresários.
A grande maioria das ações penais tramita no Mato Grosso, sede da empresa Planam, de Darci e Luiz Antonio Vedoin.
Conforme levantamento feito pela Justiça Federal, a pedido de "Veja" apenas 66 processos foram julgados, com 39 condenações, incluindo a de cinco ex-deputados, todas em primeira instância.
Só duas sentenças estão em fase de execução, uma contra uma funcionária da Planam e outra contra um assessor parlamentar - ambas as penas são de prestação de serviço, em regime aberto, além de indenização.
Nenhum político foi punido por seus pares no Congresso, mas a imensa maioria sumiu de Brasília.
Uma minoria resistiu ao escândalo e se reelegeu em 2006 ou 2010. Da atual legislatura, há 11 deputados e 1 senador alvos de inquéritos ou ações penais, que em sua maioria correm no STF sob segredo de Justiça.
Também tem ex-deputados estão exercendo mandatos em municípios do interior.
do blog Momento Verdadeiro
Há seis anos a Polícia Federal revelou o esquema envolvendo deputados que ficou conhecido como "máfia das ambulâncias" ou "sanguessugas".
As investigações mostraram que os parlamentares envolvidos recebiam pagamento de propina em troca de 10% do valor das emendas. A fraude ocorreu na compra de mais de 1.000 ambulâncias, negociadas pela empresa Planam, sediada em Cuiabá, para prefeituras de seis estados e ao longo de cinco anos causou prejuízos de 110 milhões de reais.
O escândalo dos sanguessugas se desdobrou em CPI, que se arrastou ao longo de um ano eleitoral e lançou suspeita sobre nada menos que 87 deputados e 3 senadores de 10 partidos - cerca de 15% dos parlamentares em exercício.
Na Justiça, o caso tem ainda hoje mais de 500 réus, incluindo parlamentares, prefeitos, servidores e empresários.
A grande maioria das ações penais tramita no Mato Grosso, sede da empresa Planam, de Darci e Luiz Antonio Vedoin.
Conforme levantamento feito pela Justiça Federal, a pedido de "Veja" apenas 66 processos foram julgados, com 39 condenações, incluindo a de cinco ex-deputados, todas em primeira instância.
Só duas sentenças estão em fase de execução, uma contra uma funcionária da Planam e outra contra um assessor parlamentar - ambas as penas são de prestação de serviço, em regime aberto, além de indenização.
Nenhum político foi punido por seus pares no Congresso, mas a imensa maioria sumiu de Brasília.
Uma minoria resistiu ao escândalo e se reelegeu em 2006 ou 2010. Da atual legislatura, há 11 deputados e 1 senador alvos de inquéritos ou ações penais, que em sua maioria correm no STF sob segredo de Justiça.
Também tem ex-deputados estão exercendo mandatos em municípios do interior.
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