Guerrilheiro Virtual

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Falta de informação de eleitor petista ajuda candidato do PRB

Celso Russomanno conseguiu até agora quebrar a histórica polarização entre PSDB e PT na disputa pela Prefeitura de São Paulo. O recall e o espaço conquistado na mídia em função de seu bom desempenho nas pesquisas tem garantido sua ascensão.
 
Com altas taxas de conhecimento, o candidato do PRB surfou na falta de informação do eleitorado petista sobre a candidatura de Fernando Haddad e lançou seu nome como opção para a cidade.
 
Russomanno também tem se beneficiado do crescimento da rejeição a José Serra. Ele cresceu entre os que têm nível médio de escolaridade, os mais jovens, os que têm renda familiar intermediária e os católicos, segmentos do eleitorado em que o tucano perdeu pontos nas últimas semanas.
 
O levantamento publicado hoje é a última pesquisa sem os reflexos da propaganda no rádio e na televisão. A partir de agora, o sucesso e o fracasso das candidaturas passam a ter alta correlação com o marketing das campanhas.
 
A maioria do eleitorado paulistano enxerga importância, demonstra algum interesse e pretende assistir aos programas do horário eleitoral gratuito. A intenção de acompanhar a propaganda é maior justamente em segmentos de menor escolaridade, menor renda e entre simpatizantes do PT, estratos em que Russomanno hoje tem mais apoio do que Haddad.
 
Como seria então um cenário onde predominasse a informação, em que os eleitores conhecessem muito bem os principais candidatos, algo que se pressupõe que ocorrerá depois de algumas semanas de propaganda na TV?
 
Filtrando o conjunto de entrevistados que dizem conhecer os principais nomes da disputa, percebe-se queda importante nas intenções de voto de Russomanno, com crescimento de Haddad, sem prejuízos para Serra. Nesse estrato, os candidatos do PRB e do PT ficam com 20% cada e o tucano aparece com 27%.
 
Trata-se de um segmento mais escolarizado e de maior renda, com acesso à informação. No extremo oposto, onde o desconhecimento prevalece, a maioria pretende acompanhar o horário eleitoral, mas o repertório usado para decodificar as mensagens dos candidatos é que determinará mudanças ou a improvável manutenção do quadro atual.
 
Mauro Paulino - Diretor-Geral do Datafolha
Alessandro Janoni - Diretor de Pesquisas do Datafolha

Nenhum comentário:

Postar um comentário

”Sendo este um espaço democrático, os comentários aqui postados são de total responsabilidade dos seus emitentes, não representando necessariamente a opinião de seus editores. Nós, nos reservamos o direito de, dentro das limitações de tempo, resumir ou deletar os comentários que tiverem conteúdo contrário às normas éticas deste blog. Não será tolerado Insulto, difamação ou ataques pessoais. Os editores não se responsabilizam pelo conteúdo dos comentários dos leitores, mas adverte que, textos ofensivos à quem quer que seja, ou que contenham agressão, discriminação, palavrões, ou que de alguma forma incitem a violência, ou transgridam leis e normas vigentes no Brasil, serão excluídos.”