Guerrilheiro Virtual

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Pretextos para condenar

É comum ver pessoas acusadas arranjar desculpas para não serem condenadas. Agora, com o julgamento do chamado "mensalão", vimos que juízes também tem como arranjar desculpas para condenar.

Se o juiz cismar que quer condenar o réu, achará um pretexto, entre as interpretações possíveis dos fatos. Sobretudo porque o juiz tem um poder imenso de escolher os fatos que ele considera verdadeiro ou não, mesmo que desconheça a realidade do mundo do réu.

Um dos ministros alegou até o fato de uma testemunha chamar Gelson de "Gerson" (ou o contrário) como "prova" de que o testemunho seria falso. Ora, tem gente que nasceu em cidades do interior do Brasil é comum chamar Geraldão de "Gerardão". Se for petista, que se cuide.

No caso do deputado João Paulo Cunha (PT-SP), fica claro que todos queriam condená-lo a priori. Comparando as duas histórias, a da acusação e a da defesa, a probabilidade da defesa ser verdadeira era muito maior do que a da acusação, pelo valor recebido representar menos de 0,5% do contrato, pelo pagamento de 70% do contrato para veiculação em empresas de mídia, pelos documentos e testemunhos que apresentou, e pelas circunstâncias de Marcos Valério ter se tornado de fato o empresário que viabilizava o caixa-2 do PT naquela época.

Se pelo menos a condenação fosse por ter feito caixa-2, teria lógica. Mas do jeito que foi, não se fez justiça (no sentido exato da palavra), ao condenar por coisas que ele não fez.

O pior é que, sempre quando demotucanos graúdos estiveram na mira, vimos o blá-blá-blá de falta de provas até para batom na cueca.

Do Os Amigos do Presidente Lula

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