Guerrilheiro Virtual

terça-feira, 2 de outubro de 2012

A política de DESINFORMAÇÃO da Imprensa- Empresa no Brasil

Nacionalização do petróleo na Venezuela: Exxon perde em tribunal internacional de arbitragem 
O presidente venezuelano, Hugo Chávez adotou linha dura com as companhias petrolíferas multinacionais e está rindo à-tôa!
A notícia não é nova: é de janeiro desse ano. Nós a usamos, só, para um exercício de demonstração, a comprovar o que já se sabe: o ‘'jornalismo'’ no Brasil não vale naaaaaaaaaada, e comprado e pago para ser lido, é puuuuuuro prejuízo para qualquer leitor-consumidor à procura de informação.
No ponto em que paramos de copiar notícias, porque era tuuuudo igual, um veículo do Grupo GAFE (Globo-Abril-Folha de S.Paulo-Estadinho – e a BBC!) copiando o que o outro publicara e todos copiando as agências internacionais de repetição de noticiário gerado nos EUA, a situação, no “jornalismo” (só rindo!) no Brasil-2012 era a seguinte:

Nos dispensamos de traduzir a matéria da Al-Jazeera – que não faz nenhum jornalismo excepcionalmente excelente, mas é infinitamente melhor que o “jornalismo” do Grupo GAFE (Globo-Abril-FSP-Estadinho - e da BBC!), que é o pior do mundo – porque o que há a dizer até que quase-aparece, sim, no jornalismo desinformativo brasileiro, desde que devidamente despido das camadas e camadas de manipulação e encobrimento dos fatos.

O fato que, dessa vez, o “jornalismo” do Grupo GAFE desinforma é simples:
O governo do presidente Chávez estatizou em 2007 as instalações e a operação da petroleira norte-americana Exxon, na Venezuela. A Exxon recorreu à Câmara Internacional de Comércio [orig. International Chamber of Commerce (ICC)], que tem sede em Paris, “exigindo” mundos e fundos a título de “reparação de danos”. Em janeiro de 2012, afinal, o recurso foi julgado.
Resultado desse julgamento, a ICC decidiu que a Exxon não tem direito a praticamente nenhuma das reparações que pediu.
“Dispensam-se comentários” – disse o presidente Chávez rindo de orelha a orelha. – O tribunal internacional decidiu que a Exxon só tem direito a 10% do que pediu. Vamos indenizar apenas o investimento inicial da empresa. Não chega a 10% do que a Exxon pedira. E pagaremos com dinheiro nosso congelado no exterior e dinheiro que a Exxon nos deve. Não desembolsaremos mais de $255 milhões”.
A única notícia, afinal, verdadeira, é a única que NÃO apareceu no “jornalismo” do Grupo GAFE e, pelo menos, apareceu em Al-Jazeera:
“Hugo Chávez está feliz. A Exxon pedira indenização de mais de $12 bilhões de dólares. A Venezuela pagará, no máximo, 5% do que a Exxon demandou, em processo que, de fato, a petroleira norte-americana perdeu – como admitiram vários especialistas consultados.
Eva Golinger, advogada, resumiu:
O governo da Venezuela oferecera $1 bilhão no início do processo de nacionalização. A Exxon recusou a oferta e processou a Venezuela exigindo $10 bilhões. Agora, depois de quatro anos de processo, com a sentença final do tribunal internacional, a Exxon receberá apenas $255 milhões.

“Tradicionalmente, a Exxon sempre procura o litígio, jamais o acordo” – disse a Al-Jazeera Steve LeVine, professor de segurança energética na Georgetown University. “Todo esse caso foi tentativa de a Exxon mandar “um recado” ao mundo, a todos que tentem discordar dos planos da empresa”.

Depois de recusar-se a obedecer às novas leis venezuelanas para o petróleo, em 2007, segundo as quais as empresas estrangeiras teriam de se tornar parceiras minoritárias da estatal venezuelana PDVSA, a Exxon e a ConocoPhillips, outra empresa norte-americana, retiraram todas as suas operações da Venezuela.
Há muitos boatos de que outras empresas estrangeiras estariam cancelando os projetos de petróleo na Venezuela. Mas além da Exxon e da ConocoPhillips, todas as demais multinacionais ocidentais ficaram, provavelmente porque os custos de saírem seriam altos demais – noticia a Al-Jazeera.
“A ChevronTexaco continua lá. Empresas europeias, francesas e italianas, continuam na Venezuela; os russos, chineses, indianos e brasileiros continuam onde sempre estiveram” – disse Golinger à Al-Jazeera. “Nenhuma empresa estrangeira deveria arriscar-se a usar o próprio poder político e econômico para tentar burlar legislação dos países onde operam. Foi o que a Exxon tentou fazer. E perdeu”.
A notícia de que a Exxon perdeu, em processo judicial contra a Venezuela, é, precisamente, o fato ativamente sonegado a quem busque informação no “jornalismo” brasileiro do grupo GAFE (Globo-Abril-FSP-Estadinho - e a BBC!). Até quando?!
 
Chris Arsenault
Do Al-Jazeera | Qatar
 
Traduzido e comentado pelo pessoal da Vila Vudu e redecastorphoto (título da postagem
 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

”Sendo este um espaço democrático, os comentários aqui postados são de total responsabilidade dos seus emitentes, não representando necessariamente a opinião de seus editores. Nós, nos reservamos o direito de, dentro das limitações de tempo, resumir ou deletar os comentários que tiverem conteúdo contrário às normas éticas deste blog. Não será tolerado Insulto, difamação ou ataques pessoais. Os editores não se responsabilizam pelo conteúdo dos comentários dos leitores, mas adverte que, textos ofensivos à quem quer que seja, ou que contenham agressão, discriminação, palavrões, ou que de alguma forma incitem a violência, ou transgridam leis e normas vigentes no Brasil, serão excluídos.”