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| José Serra preocupa-se com contratos entre a DERSA e a Delta Construções. Serra era governador e Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, era diretor da DERSA. |
Só na terça-feira, depois que o PT, PCdoB, PDT, PSB, PSOL e outros garantiram as assinaturas para a CPI do Cachoeira, e ficou comprovado que era irreversível, José Serra (PSDB/SP) se manifestou, nas páginas do Estadão.
Antes disso, procura-se uma declaração do tucano sobre o assunto.
Eis o que o jornalão publicou:
"Sinceramente, eu dou meu voto de confiança ao Marconi Perillo e acho que ele está aberto a qualquer investigação que haja".
"Para saber o que vai acontecer, precisa ter bola de cristal, mesmo porque eu fiquei surpreso com isso tudo... É verdade aquilo que se diz: CPI você sabe como entra, mas não sabe como sai."
O Estadão interpretou o texto acima como: "Serra também defendeu as investigações que serão realizadas pela CPI".
Foi isso que vocês entenderam?
As declarações de José Serra publicadas não foram de apoio coisa nenhuma. Foram de receio. O Estadão "consertou" na narrativa para não pegar mal.
José Serra tem medo da CPI abordar os remédios genéricos do Cachoeira, e o envolvimento da empreiteira Delta com Paulo Preto (através da DERSA), quando foi governador de São Paulo.


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