Guerrilheiro Virtual

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Deputados arrancam cartaz pró-CPI da porta de Protógenes

Protógenes não entendeu por que Sérgio Guerra e Rogério Marinho arrancaram o cartaz pró-CPI da porta do seu gabinete
O deputado-delegado reclama que o presidente do PSDB, Sérgio Guerra, e o deputado Rogério Marinho tiraram da porta do seu gabinete um cartaz pela instalação da CPI da Privataria, informa Leandro Mazzini, na Coluna Esplanada
 
Leandro Mazzini
 
Janine Moraes/Câmara
 
CPI vira caso policial dentro da Câmara

A CPI mista do Cachoeira nem começou, mas os corredores da Câmara já pegam fogo. Um roteiro com ingredientes  de cena policial ganhou o sétimo andar do Anexo 4 da Casa, envolvendo um pedido de outra comissão parlamentar de inquérito. Indignados com um cartaz pró-CPI da Privataria Tucana, afixado na porta do gabinete do deputado federal  Protógenes Queiroz (PCdoB-SP), ex-delegado da PF, dois deputados tucanos arrancaram o material e o jogaram no  chão, irados. Eles são ninguém menos que o presidente do PSDB, deputado Sérgio Guerra (PE), e o deputado Rogério Marinho (PSDB-RN).  Protógenes só soube da autoria quando pediu à Polícia Legislativa o vídeo do circuito interno de TV do corredor. Mas não prestou queixa à Mesa Diretora.
 
Vergonha alheia
 
Constrangido e incrédulo, Protógenes não procurara, até ontem à noite, os parlamentares para pedir explicações. Um assessor acompanhava  os deputados na hora do ‘ataque’.

Script

Pelo vídeo e sequência de fotos, fica clara a atuação do trio na porta fechada do gabinete do deputado, durante o dia. Guerra indica e Marinho  puxa o cartaz.
 
“Ato político”
 
Procurada pela coluna, a assessoria de Sérgio Guerra ainda não se pronunciou. O deputado Rogério Marinho reconheceu à coluna que, acompanhado do presidente de seu partido, tirou o cartaz da porta do gabinete de Protógenes. Disse que foi um “ato político” e que isso aconteceu há algumas semanas, embora Protógenes tenha tido acesso aos vídeos ontem. O tucano lamentou que os deputados colem nas portas cartazes de ataques institucionais.


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