A Serpes Pesquisas recebeu R$ 56 mil de empresa ligada à Delta e acusada de lavar dinheiro do esquema Cachoeira
Contratada pela campanha do governador Marconi Perillo (PSDB-GO) em 2010, a Serpes Pesquisas de Opinião e Mercado recebeu R$ 56 mil da Alberto e Pantoja, acusada de lavar dinheiro do esquema de Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.
O valor foi depositado em duas parcelas de R$28 mil na conta de Ana Cardoso de Lorenzo, sócia do instituto de pesquisa, em 6 de setembro de 2010, um mês após o serviço ter sido registrado pelo Tribunal Superior Eleitoral. O Comitê Único do PSDB pagou o trabalho de "pesquisa e testes eleitorais"em duas parcelas:R$23,4 mil e R$7,5 mil.
As investigações da Polícia Federal mostram que o "delta duto", montado a partir de empresas de fachada, financiava campanhas eleitorais. O dinheiro irrigou cofres de Perillo e outros candidatos de Goiás.
Na semana passada, o Estado revelou que um assessor de Perillo recebeu dinheiro de Cachoeira por serviços prestados na campanha. Responsável pela campanha de rádio, o jornalista Luiz Carlos Bordoni afirmou que recebeu R$45mil da Alberto e Pantoja, pagamento de uma dívida de campanha. O depósito, intermediado por Lúcio Fiúza Gouthier, secretário particular do tucano, foi feito na conta da filha de Bordoni, Bruna Bordoni, em14 de abril de 2011. Segundo a PF, a única fonte de renda da Pantoja era a Delta.
De acordo com Ana Cardoso de Lorenzo, o depósito foi feito em seu nome porque ela é "esposa" de Antônio Lorenzo. "Não vou falar mais nada. Não posso. Colocamos o caso na mão de um advogado", disse. Questionada pelo Estado sobre os serviços prestados ao PSDBem2010, Ana acrescentou:"Trabalhamos mais ou menos (na campanha do Perillo). O Serpes está aqui para servir. Sempre que alguém pede nosso serviço, trabalhamos."
O Serpes também aparece em áudios da Operação Monte Carlo. O deputado federal Sandes Júnior (PP-GO) pediu a Cachoeira ajuda financeira para bancar pesquisa eleitoral.
Num grampo, o parlamentar recorre ao contraventor para obter patrocínio de R$ 7 mil para uma sondagem de intenção de votos à Prefeitura de Goiânia. "Cê não arruma um patrocinador pra uma pesquisa do Serpes, não?ÉR$ 7 mil", diz odeputado ao contraventor, num telefonema de 22 de agosto de 2011, interceptado pela PF. "Vê se fala comuns amigos seus lá de Anápolis. Sete mil conto, bem feita. Mil e cem entrevistados. Margem de erro é (de) 2%", explica. O Serpes confirmou que presta serviços para o deputado SandesJúnior - As informações são do jornal O Estado de São Paulo
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