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segunda-feira, 4 de junho de 2012

Serra 'trololó' foge de explicar pressão de Paulo Preto no Dnit e propina no Rodoanel

Depois da entrevista do ex-diretor do Dnit, Luiz Antônio Pagot, na revista IstoÉ, onde disse que o diretor do DERSA no governo José Serra (PSDB), Paulo Preto, o pressionou para dar R$ 260 milhões acima do orçamento no Rodoanel, o tucano se recusou a dar explicações convincentes.

No twitter nem toca no assunto, apesar de milhares de tuiteiros questioná-lo. Eu seu site oficial, nenhuma nota de esclarecimento. Talvez se inspire no direito ao silêncio de Carlinhos Cachoeira e Demóstenes Torres.

O tucano recorreu a uma "ação controlada", num jornal onde é protegido. Falou ao jornal  serrista "Estadão" (*), saindo pela tangente: “Trata-se de uma calúnia pré-eleitoral aloprada. A acusação é absolutamente inconsistente e a credibilidade dos envolvidos é zero. Tomaremos as medidas judiciais cabíveis”.

O Estadão, vergonhosamente, deu-se por satisfeito, pois não questionou mais nada. Nem mesmo sobre o porque aditivos, nem sobre pessões de Paulo Preto e Mauro Arce sobre o Dnit, se não quisesse insistir no assunto da dita propina, da qual 60% seria para Serra.

Assim, Serra recorreu ao surrado tititi e trololó para fugir de explicar ao cidadão e contribuinte paulista:
- o rombo no orçamento do Rodoanel, para precisar de aditivos;
- as pressões de Paulo Preto e Mauro Arce sobre o DNIT, para soltar mais dinheiro para empreiteiras;
- se é que existem, quais são os números para afastar as suspeitas sobre a dita propina de 8% do valor da obra para 'caixinha de campanha'? Pagot falou em 60% para o Serra, 20% para Alckmin e 20% para Kassab.
- porque Serra defende o financiamento privado de campanhas eleitorais, por empreiteiras?

Diante disso é imperativo a abertura de uma CPI do Rodoanel na Assembléia Legislativa de São Paulo, e o Ministério Público Estadual e Federal abrir inquérito para investigar os supostos desvios dos cofres públicos.

(*) O jornalão, em editorial, declarou voto e apoio a José Serra nas eleições de 2010 (o que é um direito, aliás, merce aplausos, nesse ponto, por admitir a verdade)

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