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segunda-feira, 23 de julho de 2012

Crise nuclear: Novas acusações contra empresa japonesa

Um quarto relatório sobre os danos à central nuclear de Fukushima confirma a atuação inadequada da Tóquio Electric Power (Tepco) e do Governo do então premiê Naoto Kan, diante da crise gerada pelo terremoto e posterior tsunami do dia 11 de março de 2011.

O documento, elaborado por um grupo de especialistas criado pelo atual premiê, Noshihiko Noda, aponta que os executivos da empresa e os órgãos reguladores de segurança nuclear não agiram com consciência para evitar o pior dos cenários, que foi o que acabou ocorrendo na realidade.

Tais ações desataram uma crise sem precedentes no país, provocaram a fusão parcial dos reatores da planta e bloquearam a utilização de sistemas de refrigeração alternativos, além de que os técnicos da Tepco precisavam de uma preparação adequada, afirma o relatório, um compêndio de 450 páginas.

As investigações realizadas pela entidade, junto a especialistas designados pelo Governo, não foi suficiente clara e implicou uma atuação incorreta em matéria de prevenção perante um desastre dessa magnitude, acrescenta o texto que também critica o então premiê Kan, cujas decisões qualifica como perniciosas.

Esse quarto relatório chega às mesmas conclusões que os emitidos anteriormente por comissões independentes e coincide na exoração às autoridades a que aprofundem suas políticas acerca de um tema tão sensível como a geração de eletricidade a partir da energia nuclear.

Depois de encerrar a operação das 54 centrais nucleares do país, a partir de maio o Governo japonês liberou o funcionamento de dois reatores na de Oi, na região de Kanzai, sob o pretexto de risco de apagões pela falta de abastecimento elétrico no início do verão.

Essas decisões geraram numerosos protestos no país e aumentam a rejeição à utilização da energia nuclear como fonte energética, segundo as manifestações mais massivas realizadas na última semana em Tóquio, conforme publicaram meios como o jornal diário Asahi Shimbun e a cadeia de televisão NHK, entre outros.

Fonte: Prensa Latina
 

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