O presidente da Rússia, Vladimir Putin, advertiu nesta segunda-feira (23), que a situação da Síria poderá se transformar em uma interminável guerra civil, se o atual Presidente Bashar al-Assad for retirado do poder à força.
Ele afirmou que o atual governo sírio e a oposição apenas trocarão de lugares se acontecer uma destituição institucional do líder governista, alertou o chefe de Estado russo depois de se reunir com o Primeiro-Ministro da Itália, Mario Monti, na cidade de Sochi.
“Não queremos que os acontecimentos evoluam de forma mais sangrenta, a de uma guerra civil que se prolongaria por muitos anos como no Afeganistão", disse Pútin.
Putin acrescentou que a ordem de atuação, segundo ele, deve ser a seguinte: “parar a violência, estabelecer negociações, buscar uma solução para o conflito, definir as bases constitucionais da futura sociedade e só depois seguir para as mudanças estruturais e não vice-versa; caso contrário acontecerá um caos”.
Ele também destacou que tanto o governo da Síria como a oposição armada devem “organizar o processo de negociações para poder alcançar uma solução de compromisso sobre o futuro da nação”, destacou respondendo sobre que papel Bashar al-Assad deveria desempenhar.
A recente decisão de prolongar por 45 dias o mandato da missão de observadores da ONU na Síria, segundo Putin, “demonstra que é possível falar de fórmulas de compromissos e acordos universais em benefício do povo da Síria, apesar de algumas divergências sobre o que é essencial e o que é secundário”.
A prorrogação da missão foi votada no Conselho de Segurança da ONU um dia depois que a China e a Rússia vetaram pela terceira vez uma proposta de sanções contra a Síria.
Fonte: Diário da Rússia
Do Vermelho
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