Realiza-se em Caracas a partir desta quarta-feira (4) até a sexta (6), o 18º Encontro do Foro de São Paulo. Trata-se de importante evento político que galvaniza as atenções da esquerda não só na América Latina e Caribe, mas também em todo o mundo. Durante esses três dias, estarão reunidos mais de 600 representantes de 84 partidos de esquerda da região e muitos outros da Europa, África, Ásia e Oriente Médio.
É um momento propício para proceder a um balanço dos processos de integração na região, das lutas populares, dos processos eleitorais, das realizações dos governos progressistas e da luta anti-imperialista contra os planos hegemônicos dos Estados Unidos, a militarização e as tendências golpistas.
Nesse sentido, espera-se um pronunciamento contundente do Foro de São Paulo condenando o golpe de Estado no Paraguai, assim como o estabelecimento de mecanismos para a rápida reação da esquerda aos intentos de desestabilização provenientes das oligarquias nacionais e do imperialismo. Afinal, antes do Paraguai, houve o golpe em Honduras, em 2009, diversas intentonas golpistas na Bolívia e a ação para derrubar o presidente Rafael Correa no Equador, em 2010, para não falar do golpe fracassado em 2002 contra o presidente Chávez.
É de grande relevo o debate programado tendo em vista a aprovação de uma Declaração Final e um Plano de Ação que expressem a unidade latino-americana e caribenha na luta anti-imperialista e por transformações estruturais nos campos econômico, social e político, além da defesa firme dos processos de integração.
Como ocorre em todos os encontros do Foro de São Paulo, a assembleia final é precedida de reuniões de trabalho das secretarias regionais e da realização de oficinas temáticas nas quais se debate sobre as questões com mais concretude, observando as peculiaridades locais e setoriais. São reuniões indispensáveis para informar corretamente a elaboração do plano de ação e da declaração final. Elas incluem tópicos como o meio ambiente, migrações, defesa, afrodescendentes, segurança e narcotráfico, entre outros.
De maneira inédita o 18º encontro do Foro de São Paulo realizará o 1º Encontro das Mulheres, revelando que a questão de gênero ocupa cada vez mais espaço nos debates da esquerda latino-americana e caribenha. Concomitantemente, terá lugar o 4º Encontro das Juventudes e o 1º Encontro de Parlamentares, numa demonstração de que o Foro de São Paulo se torna cada vez mais abrangente e promove um forte enlace com o mundo político e os movimentos sociais.
Tudo isso assume grande relevância, ainda mais que o ponto alto do 18º encontro é a manifestação de solidariedade com a Venezuela bolivariana e a revolução democrática, popular e anti-imperialista encabeçada pelo presidente Chávez, sobretudo agora que o mandatário inicia a campanha pela sua reeleição.
Como já assinalamos neste mesmo espaço em momentos anteriores, a eleição presidencial na Venezuela, em 7 de outubro, é a principal batalha política na América Latina e Caribe no ano de 2012. A vitória do presidente Chávez com votação e maioria expressivas constituem um passo fundamental para consolidar o caminho revolucionário no país vizinho e assegurar a continuidade dos processos democráticos, independentistas e de integração em toda a região.
O imperialismo e a direita apoiam o candidato da oposição neoliberal e conservadora, Henrique Capriles, que posa de moderninho e renovador. É preciso denunciar essa farsa e derrotá-lo em toda a linha.
O apoio inequívoco do Fórum de São Paulo à reeleição do presidente venezuelano Hugo Chávez, além de ser uma expressão da solidariedade, é uma demonstração da visão estratégica da esquerda, que não se engana quanto à prioridade da batalha política que está em curso no país vizinho.
José Reinaldo Carvalho, editor do Vermelho
Nesse sentido, espera-se um pronunciamento contundente do Foro de São Paulo condenando o golpe de Estado no Paraguai, assim como o estabelecimento de mecanismos para a rápida reação da esquerda aos intentos de desestabilização provenientes das oligarquias nacionais e do imperialismo. Afinal, antes do Paraguai, houve o golpe em Honduras, em 2009, diversas intentonas golpistas na Bolívia e a ação para derrubar o presidente Rafael Correa no Equador, em 2010, para não falar do golpe fracassado em 2002 contra o presidente Chávez.
É de grande relevo o debate programado tendo em vista a aprovação de uma Declaração Final e um Plano de Ação que expressem a unidade latino-americana e caribenha na luta anti-imperialista e por transformações estruturais nos campos econômico, social e político, além da defesa firme dos processos de integração.
Como ocorre em todos os encontros do Foro de São Paulo, a assembleia final é precedida de reuniões de trabalho das secretarias regionais e da realização de oficinas temáticas nas quais se debate sobre as questões com mais concretude, observando as peculiaridades locais e setoriais. São reuniões indispensáveis para informar corretamente a elaboração do plano de ação e da declaração final. Elas incluem tópicos como o meio ambiente, migrações, defesa, afrodescendentes, segurança e narcotráfico, entre outros.
De maneira inédita o 18º encontro do Foro de São Paulo realizará o 1º Encontro das Mulheres, revelando que a questão de gênero ocupa cada vez mais espaço nos debates da esquerda latino-americana e caribenha. Concomitantemente, terá lugar o 4º Encontro das Juventudes e o 1º Encontro de Parlamentares, numa demonstração de que o Foro de São Paulo se torna cada vez mais abrangente e promove um forte enlace com o mundo político e os movimentos sociais.
Tudo isso assume grande relevância, ainda mais que o ponto alto do 18º encontro é a manifestação de solidariedade com a Venezuela bolivariana e a revolução democrática, popular e anti-imperialista encabeçada pelo presidente Chávez, sobretudo agora que o mandatário inicia a campanha pela sua reeleição.
Como já assinalamos neste mesmo espaço em momentos anteriores, a eleição presidencial na Venezuela, em 7 de outubro, é a principal batalha política na América Latina e Caribe no ano de 2012. A vitória do presidente Chávez com votação e maioria expressivas constituem um passo fundamental para consolidar o caminho revolucionário no país vizinho e assegurar a continuidade dos processos democráticos, independentistas e de integração em toda a região.
O imperialismo e a direita apoiam o candidato da oposição neoliberal e conservadora, Henrique Capriles, que posa de moderninho e renovador. É preciso denunciar essa farsa e derrotá-lo em toda a linha.
O apoio inequívoco do Fórum de São Paulo à reeleição do presidente venezuelano Hugo Chávez, além de ser uma expressão da solidariedade, é uma demonstração da visão estratégica da esquerda, que não se engana quanto à prioridade da batalha política que está em curso no país vizinho.
José Reinaldo Carvalho, editor do Vermelho
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