A Ajufe (Associação dos Juízes Federais do Brasil) elogiou, em nota divulgada nesta segunda-feira, a medida do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) de divulgar apenas as iniciais dos nomes de juízes e desembargadores investigados em seus tribunais.
O CNJ colocou em seu site uma página para divulgar os processos disciplinares contras juízes nas corregedorias locais. O sistema, no entanto, não revela os nomes dos magistrados e esconde os detalhes do processo.
CNJ divulga processos contra juízes, mas esconde nomes
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"A divulgação pelo CNJ das iniciais dos nomes de juízes e desembargadores e o número dos processos administrativos é realizado para uma prestação de contas com a sociedade seguindo o princípio constitucional da publicidade que rege a administração pública", afirma a nota da entidade de juízes.
A indiciativa de colocar o sistema no ar foi do presidente do conselho, ministro Cezar Peluso.
Recentemente, o conselho foi tomado pela polêmica que colocou Peluso contra a corregedora Eliana Calmon.
O presidente do conselho defende que as investigações contra magistrados comecem nas corregedorias locais e que o CNJ monitore esse processo.
Já Eliana Calmon diz que mudança na forma como hoje ocorre pode abrir espaço para os chamados "bandidos de toga".
De acordo com Peluso, a nova página dará "mais transparência aos processos disciplinares contra juízes e desembargadores em todos os tribunais".
"Os juízes federais do Brasil, ao mesmo tempo em que não concordam com pré-julgamentos apressados e sem direito à defesa, repudiam a impunidade e a corrupção em todos os setores da sociedade brasileira", afirma a Ajufe.
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